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28 nov. 2014

BLACK FRIDAY



"A vender,a vender: Monago quiere vender el palacete de Presidencia. Ya puestos vendemos el Teatro Romano, el Acueducto de los Milagros, la Alcazaba de Badajoz, la Ciudad Monumental de Cáceres, la Catedral de Plasencia, Monfragüe, la Jayona... todas las piedras, todas las ruinas...
Siempre nos quedará el río

Dorotea Gómez Gómez de Carvallo (...ole mi mare)




25 nov. 2014

MI PRIMERA CRÓNICA PERIODÍSTICA


“Una hora en la plaza da para mucho”

Me decidía a escribir una crónica periodística con cierto tono literario para la clase de 'Texto Periodístico' de Antonio Tinoco; cosa que me aterraba debido a mi poca experiencia en el universo periodístico. Aún así, me puse manos a la obra por lo que tras el desayuno de rigor, bajamos todos los compañeros desde la Facultad hacia el centro. Saliendo por la puerta de la Alcazaba, nos topamos con un grupo de visitantes procedentes de Madrid acompañados por un guía turístico. Su voz resonaba fuertemente entre los muros de la fortificación árabe.

Antes de llegar a la Plaza Alta, salió a nuestro paso un señor con cierto aire extravagante que se autodenominaba “el Niño de Alicante” y que se jactaba de ser uno de los mejores cantaores que había dado España, muy por encima del nivel del Porrina de Badajoz y de Camarón.

Al entrar en la Plaza Alta, nos sorprendió el bullicio de un grupo de chavales de un colegio de Barcarrota que visitaban la parte antigua antes de asistir a una representación en el teatro López de Ayala. Éstos, no tardaron en arremolinarse en torno al Niño de Alicante que deleitó a todos con pasajes de sus más famosas coplas y quejíos, arrancando los olés de los allí presentes. Todo se mezclaba con el ruido de sillas y mesas que los camareros de los bares de la zona se afanaban por colocar y apilar.

En el otro extremo de la plaza, la aparente tranquilidad que se respiraba la rompía un señor hablando a voz en grito por su teléfono móvil, mientras algunas personas pareaban a sus perros y de fondo se escuchaban bocinas, golpes de martillo y sonidos de radial provenientes de una obra cercana.

Un día gris en una plaza llena de vida, donde los estudiantes suben y bajan de la Facultad de Biblioteconomía. A la vez se escuchan sonidos de una sirena que indica la marcha atrás de un vehículo, probablemente un camión de obra. Sonidos todos que se iban mezclando con el crotorar de las cigüeñas que anidan en la Torre Espantaperros, con los turistas embelesados ante la belleza de la plaza tomando instantáneas para inmortalizar el recuerdo de su paso por aquí.

Me siento en la escalones que anteceden a las casas consistoriales para tomar notas en mi cuaderno, e irrumpe en la plaza el primer grupo de turistas acompañados por el guía turístico que les va explicando de forma algo peculiar la historia de la plaza. Me hace gracia que se expliquen lugares evocando edificios que ya no están allí. De repente, aparece en escena un señor pidiendo limosna a los turistas, que es ignorado de forma escalofriante. El pobre hombre, se me acerca para pedirme una ayudina. Es uno de los habituales pedigüeños de la zona que busca algunos céntimos para conseguir su dosis diaria.


Oyendo las palabras del guía turístico, quedo estupefacto cuando le espeta a mi compañero Emilio: “Fuera de aquí, esto es un grupo de visita privado”. Emilio le contesta educadamente y le dice que nosotros estamos fuera del grupo y metidos en nuestros asuntos. La señora le contesta diciendo que no se refería a él si no al pedigüeño.

¿Sabrá acaso la señora que la plaza es un lugar público y abierto a todo el mundo? Además, si entramos a discutir, nosotros llegamos mucho antes.

Lo que más molesta de este tipo de actitud marimandona, son los modos dictatoriales propios de otros tiempos pre-democráticos. Incluso se refiere a la Fiesta de los Palomos que se celebra anualmente en la plaza y los famosos que acuden a la misma. Todo acaba en una crítica hacia una tendencia sexual que enciende a una de las visitantes que no para de soltar por su boquita lindezas contra los homosexuales y los trastornos que ocasionan los eventos que éstos realizan como la fiesta del Orgullo Gay. Quiero suponer que todo se debe a una falta de educación.

Tras una hora allí, abandonamos la plaza y yo me voy con la libreta llena de apuntes para intentar plasmar todo lo he visto y oído durante una hora en esta humilde crónica.

PEDRO WICHARD
 

24 nov. 2014

PABLO IGLESIAS ASISTE A LA CONVENCIÓN DO BLOCO DE ESQUERDA EN PORTUGAL

Entrevista em Português          

"É preciso deixar a ideologia de lado e centrarmo-nos nos interesses das pessoas"

O líder do Podemos acredita que pode ganhar as próximas legislativas em Espanha. Pablo Iglesias critica a esquerda que não percebeu que era preciso criar algo novo e diz que não há impossíveis na Europa, “num momento especial, em que tudo acontece muito depressa”.

VÍDEOS EN ESPAÑOL


    



O líder do Podemos acredita que pode ganhar as próximas legislativas em Espanha. Pablo Iglesias critica a esquerda que não percebeu que era preciso criar algo novo e diz que não há impossíveis na Europa, “num momento especial, em que tudo acontece muito depressa”.

Pablo Iglesias tem 36 anos, é licenciado em Ciência Política, e acaba de ser eleito secretário-geral do Podemos, partido que, com três meses de vida, elegeu cinco deputados para o Parlamento Europeu. As sondagens mais recentes indicam que pode disputar o poder com os dois partidos da alternância em Espanha, os socialistas do PSOE e o Partido Popular, no Governo. Iglesias falou ao PÚBLICO e à TVI na sede do Bloco de Esquerda, horas antes de discursar na abertura da convenção do partido português.
De onde é que vem esta força tão repentina do movimento Podemos?
Creio que o Podemos é a expressão de uma crise do sistema que tem a ver com a desilusão dos espanhóis com uma série de políticas, com a crise económica que se tornou numa crise política e com aquilo a que agora chamamos crise de regime. A maioria pensa que as políticas sistémicas foram incapazes de resolver os problemas das pessoas. Se a isso juntarmos a corrupção estrutural que se revelou ser uma das chaves no nosso país, e que acontece noutros países e também em Portugal, percebemos que o Podemos se converteu num instrumento político que representa a mudança, a possibilidade de fazer as coisas de uma forma diferente. Seguramente isso explica o êxito, ainda curto, que estamos a ter.

Disse que há aspectos comparáveis a Portugal, como a corrupção. Acha que faz sentido um Podemos em Portugal? Do que conhece da realidade portuguesa é possível que um movimento idêntico surja aqui?
Provavelmente não com este nome, provavelmente não com as mesmas características, mas há situações muito semelhantes. Antes de vir pedi aos companheiros algumas informações e é triste ver que a situação é parecida. Quando olhamos para os números do desemprego, para o nível da precariedade laboral, para o estado em que estão as pequenas e médias empresas, para os jovens portugueses que se vêem obrigados a emigrar em quantidades absolutamente inaceitáveis à procura de um futuro, e para a percepção que uma parte da população tem das elites políticas, é fácil imaginar um cenário político em que se abriria espaço para o nascimento de um força política que diga ‘podemos fazer as coisas de outra maneira’.

O Bloco de Esquerda é o vosso partido irmão em Portugal?
Para nós, o Bloco é um exemplo de dignidade na política e isso não tem a ver com o nome ou com uma ideologia determinada. Vimos, nos últimos tempos, como estas metáforas, o ser de esquerda ou de direita, se têm revelado incapazes de explicar a realidade. Mas o Bloco tem outra coisa, a defesa da dignidade e a capacidade de entender que a democracia está associada à soberania e à defesa dos direitos sociais.

Mas todos os partidos dizem defender a dignidade, o Bloco não é único por isso.
Mas essa defesa tem de ter consequências práticas e a dignidade é incompatível com aceitar o que fez a troika, é incompatível com aprovar leis fiscais que fazem com que as grandes fortunas não paguem impostos, é incompatível com defender privilégios da classe política. A dignidade também é incompatível com alguns gestos, com políticos a viajar em classe executiva enquanto os cidadãos sofrem. Creio que o Bloco tem sido um exemplo de que se pode funcionar de outra forma na política.

Diz que há espaço para um Podemos em Portugal porque existem os mesmos problemas e o mesmo desencanto. Mas o que está a acontecer é o aparecimento de uma candidatura que reúne forças de esquerda e uma cisão do Bloco e que admite entendimentos com o Partido Socialista, precisamente para pôr fim às políticas de austeridade.
Há características muito particulares em cada país. É preciso negociar com o Partido Socialista? O Partido Socialista em Portugal pode ser uma das chaves da mudança? Isso depende deles. Até agora, temos visto os partidos socialistas europeus a alinhar nas decisões fundamentais com partidos que se dizem de centro-direita. Por isso é que dizemos que as palavras esquerda e direita estão esvaziadas. De que vale dizê-las, se, afinal, na Alemanha governam juntos, se, afinal, na Grécia governam juntos, se, afinal, em Espanha reformaram a Constituição juntos e se, afinal, em Portugal, todos estiveram de acordo com as políticas de austeridade que vos empobreceram.

Essas palavras todas não se alimentam da raiva e da desilusão das pessoas e, até certo ponto, de um populismo de esquerda?
A palavra populismo utiliza-se sistematicamente para atacar.

Mas tem um significado, tal como dignidade.
Eu acredito que a dignidade em política é fundamental. Habituámo-nos a que a política seja um espaço de mentirosos e de hipócritas e que ninguém possa fazer política para defender a dignidade das pessoas. Para mim, é indigno que haja empresas em paraísos fiscais para não pagar impostos no seu país.

POR ASISTIR A ESTA CONVENCIÓN DEL BLOCO DE ESQUERDA DE PORTUGAL, LE DIJO QUE NO A LA ENTREVISTA EN TELECINCO, POS ESO !!!