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25 nov. 2012

BOMBA CANÇãO

Uma canção que é uma bomba

Eram moços de ovelhas,
deram belos presidentes com queda para
presidiários.




Alvorada canta o galo à meia nova
O chão de sempre, a santa vida
Vê-se o céu ensanguentado e o abutre junto à cova
Mas ninguém dá a jornada por perdida

Quantos filhos pelos séculos a Lisboa
de passãos a funcionários
Eram moços de ovelhas, deram belos presidentes
com queda para presidiários

Bomba-canção, bomba-canção
Canto artilhado para o altar das feiras
Já se foi Abril, fado pastoril
Ó dêm ó parteiras

Na parada dos heróis e vigilantes
era enorme a afluência
Na parada dos culpados pela desgraça e a culpa
Duas patas sozinha a penitência

E tu queres vir ensinar-me o que eu faço
Quanta audácia, Cipião
Se eu tenho ar de parolo e tu és parolo da cidade
Mas qual de nós reluzirá na escuridão

Bomba-canção, bomba-canção
Canto aviado de olhos ao novo mundo
Vai ser ao papel, e vou adivinhar
Para a mesa do futuro

Lida Portugal
De candeia na mão
Sentado no sofá

Em frente à televisão

Fim do dia, lá se esconde a varejeira
Fé e ânsia em toda a parte
Vou andando atrás de ti só para ver o pôr-do-sol
Reflectido na traseira do teu Smart

Bomba-canção, bomba-canção
Canto artilhado para o fechar da feira
Se era para subir, toca a resistir
Que eu já lá andei

 

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